Em seu  terceiro álbum em italiano, Marco Maratti e Angelo Valsiglio, já não fazem mais parte do "team di lavoro" de Laura, nos seus lugares entraram Alfredo Cerruti Jr. e Dado Parisini. A troca foi feita porque Pausini representava para eles (Maratti e Valsiglio) apenas uma fonte de dinheiro, eles não davam chances para ela se expressar.

"Este é o meu disco mais importante, não podia e não posso errar: agora tenho muito mais responsabilidade. Por isso decidi mudar o grupo de trabalho, aquele que me levou ao sucesso: porque me tratavam como uma criança, sem nem mesmo escutar as minhas opiniões. É fato que posso trabalhar como quero, num estreito contato com autores, músicos, produtores, seguindo o produto do início ao final. E escrevendo também, finalmente, o texto de uma canção: "Il Mondo che Vorrei"."

Laura acertou em cheio na troca, pois no seu novo trabalho "Le Cose che Vivi", conseguiu mostrar sua crescida artística e pessoal, não é um álbum apenas comercial, como Valsiglio gostava de fazer. Esse é o seu trabalho mais elaborado, e o primeiro destinado ao mercado internacional, contando com a presença de músicos de renome internacional como o baixista Nathan East e o baterista Steve Ferrone que são colaboradores habituais de Eric Clapton e Phil Collins, a London Simphony Orchestra, regida por Geoff Wesley, também marcou presença na música "Mi Dispiace" , sem falar que algumas músicas foram gravadas no famoso estúdio Abbey Road, o mesmo onde Beatles gravavam suas músicas. Parece também que com este terceiro álbum, Pausini fez as pazes com os críticos e a imprensa italiana, todos concordam que ela cresceu. Cresceu, mas sem perder seu "feeling" puro e sincero.

Seu  quarto álbum: "Le Cose che Vivi", lançado em 12 de setembro de 1996 em 32 países, tendo uma versão íntegra em espanhol: "Las Cosas que Vives" e uma versão em italiano com 3 músicas em português: "Tudo o que eu Vivo", "Inesquecível" e "Apaixonados como nós" já foram vendidos mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo. Laura estreou nesse álbum como compositora, escrevendo a música: "Il Mondo que Vorrei", mas essa não é apenas mais uma música bonita, é também uma mensagem contra a violência em nome das crianças que sofrem. E os royalties dessa música serão doados ao UNICEF, a qual convidou Laura para ser sua "ambasciatrice", mas ela não aceitou, pois não poderia se dedicar inteiramente ao trabalho, mas mesmo assim, viaja em nome do órgão, visitando crianças em todo o mundo, que não têm tanta sorte como nós temos ou tivemos, e com essas visitas, Laura tenta também sensibilizar os jovens que vivem longe dessa realidade, a ajudar os que necessitam, nem que seja apenas com um sorriso, pois este simples gesto pode dar esperança a uma criança.

Laura Pausini esteve no Brasil em novembro/96 para o lançamento do Le cose che vivi, foi a primeira vez que esteve aqui. Apresentou-se em alguns programas de televisão e voltou ao país para fazer vários shows. Laura passou seu aniversário (16/05/97) no Brasil, comemorando a data no Banana Banana, em São Paulo. Laura fez apresentações no Rio de Janeiro, em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Em todos os shows Laura se mostrou uma pessoa extraordinária.

Antes mesmo de terminada a turnê mundial do Le cose che vivi, turnê esta que percorreu o mundo inteiro com o maior sucesso, Laura já havia começado a compor canções para o novo trabalho. Dentre elas, "Un' Emergenza d'Amore", primeiro single do novo trabalho, lançado dia 14 de setembro de 1998. Esta música foi composta pela Laura e por seu melhor amigo, Cheope, quando estavam no Rio de Janeiro, para os shows da turnê.

Com o lançamento de "Un' Emergenza d'Amore", todos perceberam uma acentuada mudança no estilo das músicas de Pausini, agora bem mais ritmado, mas não menos romântico. Isso mostra que Laura não tem medo de mudar, ao contrário de muitas pessoas que nunca mudam seu jeito de cantar por medo de perder os fãs, Laura Pausini está sempre mudando, aperfeiçoando-se, o que deixa claro que ela é uma pessoa que quer sempre dar o melhor para o seu público.

 

Lançado em 15 de outubro de 1998, La Mia Risposta, já em seu título, indica que o álbum é uma réplica em forma de música a todas as interrogações que Laura se fez desde que lançou Le cose che vivi. O álbum foi lançado em 50 países, tendo versão completa em italiano e em espanhol e uma música em inglês, "Looking for an Angel", em ambas as versões. Esta música foi composta por Phil Collins especialmente para Laura, que a recebeu de presente, já que o cantor demonstra ser um apaixonado pela sua voz.

La Mia Risposta foi gravado em Milão, Hollywood e New York e conta com a presença de Nathan East no baixo, John Robinson na bateria, Mike Landau na guitarra elétrica, Riccardo Galardini na guitarra rítmica e de Eric Buffat nos teclado e ainda de Alex Richbourg, programador ritmico de Janet Jackson, responsável pela mudança no ritmo das músicas, agora bem mais Soul/Pop que antes.

"Estava ficando cansada de fazer sempre as mesmas coisas. Agora, também graças a Alex Richbourg e aos seus ritmos que influenciaram muito o meu modo de cantar, não grito mais como uma louca."

O disco foi produzido por Alfredo Cerrutti Jr., Dado Parisini e pela própria Laura Pausini (ela própria escolheu os músicos e as canções neste trabalho). Laura teve vontade de controlar cada frase da produção e por isso passou vários meses na sala de gravação. Neste álbum, duas músicas foram escritas por Laura, e outras mais em parceira sua com o fiel amigo, Cheope. Uma das músicas que Laura escreveu sozinha foi "Buone Verità", inspirada no poema "Vivi la Vita" de Madre Teresa de Calcutá. Em suas canções, Pausini procura usar uma linguagem fácil, muitas das músicas são diálogos, como "Tu cosa sogni?", "Anna dimmi sì", "Buone verità", "Che bene mi fai". Há também uma autobiografia: "Come una danza".

Em La Mia Risposta, Laura vem com um novo "look" tanto pessoal quanto no estilo de cantar. A mudança no visual deve-se ao fato de Laura ter descoberto "um lado menos inocente, mais sensual". Segundo ela própria: "acabou em mim o conflito de ser mulher no corpo e adolescente na alma". E essa mudança se reflete no disco, pois ele nasceu do desejo físico de Laura contar quem ela é, com músicas que a façam usar não só a voz, mas também o seu corpo que finalmente começou a amar.

"Escolhi os músicos e as canções. Me sinto mais segura, desejo respeitar o meu físico e não fico mais angustiada em escolher: consigo falar abertamente de sensualidade nas músicas".

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